Palestra: ÉTICA

INTRODUÇÃO

 

 

O Qué é FILOSOFIA

 

A palavra, explorando os radicais gregos que a originam, faz-nos entender literalmente a apalavra como amigo do conhecimento.

E tudo iniciou-se com um grego do séc. VII a.c., Tales de Mileto, que certa feita começou a se questionar de que, diferente do vigente à época onde todas as dúvidas humanas eram respondidas invocando-se um deus como causador de tal e tal fenômeno questionado, deveria haver uma causa razoável para os fenômenos do mundo (physis). Assim inicia-se a investigação através da razão, pelos fenômenos do mundo. Sócrates, posteriormente, aplica esta mesma investigação a temas humanos (o bem, o belo, etc.). E assim o conhecimento humano se dividiu em DOGMÁTICO (religioso) e FILOSÓFICO (investigação racional empírica) até o séc XVI. Aqui, Galileu, alargando o conhecimento empírico filosófico, estabeleceu a prova científica como importante a atestar um conhecimento. Surge então a ciência como a terceira via do conhecimento, o CIENTÍFICO.

O termo ÉTICA deriva do grego ethos e refere-se a hábito ou costume. Desde a mais antiga história humana existem estudos e pensamentos éticos, mas a avaliação sistemático do que seria ÉTICA, se inicia com Sócrates, e posteriormente acrescentada pelo pensamento de seu discípulo Platão e mais à frente, Aristóteles.

Na maioria das escolas filosóficas, ética e moral referem-se à mesma ideia, ou seja, ambos os termos atrelam-se uma investigação filosófica sobre a conduta boa ou má, certa ou errada.

Uma definição dos termos muito utilizada em filosofia é a que estabelece ÉTICA como ESTUDO FILOSÓFICO da MORAL.

Mas talvez a visão mais didática define os termos assim: moral seria uma questão pessoal, da esfera privada, enquanto ética teria um escopo mais institucional, ancorando-se, por exemplo, nas leis ou nos conhecidos CÓDIGOS DE ÉTICA.

Neste trabalho serão abordadas as definições gerais da ética e, estando estas definidas, citar-se-ão suas conexões com a Engenharia.

 

 

DESENVOLVIMENTO

 

Quando do estudo filosófico da Moral, a Ética é subdividida em METAÉTICA, onde, por exemplo SER ÉTICO É BUSCAR o BEM; Ética NORMATIVA, onde a) por exemplo este BEM só é eticamente atingindo sendo-se virtuoso ou b) seguindo-se as normas ou ainda c) tomando-se a atitude mais correta possível em uma situação, de modo a se promover o máximo BEM.

Assim temos as ter grandes escolas Normativas da Ética:

i) Ética das Virtudes, cujo expoente é Aristóteles;

ii) Ética Consequencialista ou Utilitarista, cujo expoente máximo é Stuart Mill;

iii) Ética Deontológica, cujo expoente é Kant.

Por fim temos a Ética APLICADA, onde, depois de devidamente depuradas, aplicam-se as definições advindas da Ética NORMATIVA.

Exemplos: a Bioética, a Ética do Meio Ambiente.

Exploraremos superficialmente, especificamente, os três representantes da Ética Normativa acima citado:

  1. Aristóteles defendia que somente em sendo virtuoso poder-se-ia ser Ético. Para entender esta Ética, temos, portanto, de entender o que torna alguém uma pessoa virtuosa. As virtudes são sabedoria, justiça, coragem e temperança. E tendo estes em seu caráter, o indivíduo é bom. Em se fazendo o bem, seremos um indivíduo ético. A Ética, agindo-se corretamente, gera como fim a felicidade.
  2. John Stuart Mill, que se inspirou e depurou o princípio inaugurado por Bentham, defendia a utilidade ou princípio da maior felicidade. Considerava que uma ação é correta se esta ação incrementa a felicidade; e a condena se a ação a diminui. Assim, sob este prisma, poder-se-ia por em teste a legitimidade das leis, das instituições públicas, das formas de governo e de suas políticas sociais e econômicas. Aqui também, o agir ética e corretamente gera a felicidade.
  3. Em Kant, o filósofo Moral mais famoso, deve-se agir por puro respeito ao dever moral como fundamento. E aqui faz-se premente se definir o que é agir conforme o dever: ter uma Vontade Boa (ou Boa Vontade) é agir conforme o dever, em Kant, pelo puro dever, onde este dever é o fundamento moral. Cumprir deveres motivado pela Vontade Boa é agir virtuosamente e, como tal, ser digno de felicidade. Em Kant, então, apenas fazendo-se o que deve ser feito é que seremos felizes.